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domingo, 24 de agosto de 2008

E acabou...

Hoje terminaram as olimpiadas de pequim. Sempre dá aquele sentimento de tristeza quando acaba este tipo de competição... durante 15 dias, ficamos ligados em todo o tipo de esporte, do atletismo ao tae-kwon-do, da vela ao futebol... e por aí vai.

Eu, particularmente, não achei a participação do Brasil tão ruim assim. É bem verdade que poderíamos ter ido melhor em alguns esportes, alguns favoritos, como Diego Hipólito e Jadel Gregório sequer chegaram a uma medalha... e, mesmo assim, igualamos nosso recorde total de medalhas, 15. Acho que se houvesse um trabalho melhor na base, investimento em diferentes esportes, poderiamos ganhar bem mais. Quem sabe um dia...

Esta semana ainda falarei dos grandes personagens do Brasil nesta olímpiada... por exemplo, é um absurdo não ter ainda um post sobre a Maurren Maggi aqui no blog, hehe.. mas neste post vou me limitar aos grandes nomes considerando todos os atletas...

E quais seriam os grandes nomes dessa olímpiada? Como não lembrar de Elena Isinbayeva, que bateu, pela 24ª vez, o recorde do salto em altura? E das 50 medalhas da China? E do surpreendente desempenho da Grã-Bretanha, 4º no quadro geral de medalhas, prometendo grandes resultados em Londres-2012?

Mas, se é para escolher nomes, fico com dois.

USAIN BOLT - O homem mais rápido do mundo. Bateu o recorde dos 100m, brincando. Bateu o recorde dos 200m, que parecia instransponível, por "míseros" 2 centésimos. Fora o revezamento 4x100m masculino. Bolt, e a Jamaica, deram show nas provas de velocidade.

MICHAEL PHELPS - O cara. O recordista. O Mito. Bateu o recorde de medalhas de ouro olímpicas. É o maior medalhista olímpico de todos os tempos. Bateu "só" sete recordes mundiais. Se fosse um país, a "República da Phelpslândia" seria o 10º lugar no quadro de medalhas, à frente de países como Holanda, França, Espanha, Canadá, e nosso Brasil-sil-sil. Precisa dizer mais?

É. Que pena que acabou. Agora que venha Londres-2012. Estamos esperando.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Se fosse no Brasil...

Hoje tivemos uma medalha na vela (de bronze) e duas pratas já garantidas, uma no volei de praia (a semifinal será entre duas duplas brasileiras) e outra no futebol feminino (que foi à final do torneio olímpico ao despachar as alemãs por sonoros 4x1), mas a grande notícia do dia é negativa...

Fabiana Murer estava na final do Salto com vara. Ia fazer seu segundo salto (4,55m) quando foi pegar a vara especifíca para este tipo de salto (e também o de 4,65m). Quando, de repente... cadê a vara? Sim, o equipamento da atleta sumiu. Bem como (obviamente) sua concentração para a prova. (aqui cabe uma explicação - os atletas não são os resposáveis pelo transporte dos equipamentos, e sim a organização do evento. Fabiana deixou seu equipamente com os organizadores, e quando deixou, o número de varas - 10 - estava correto. Ao chegar no ninho de passáro, uma sumiu. Sabe-se lá como.) Fabiana procurou em tudo quanto é lugar, se desesperou, chegou a ficar na frente de uma atleta para paralisar a prova... mas nada adiantou. Decidiu, então, não saltar para 4,55m e foi direto para os 4,65m. Mas, sem concentração e sem o equipamento correto, não conseguiu completar seu salto, marca essa que ela já alcançou muitas vezes. Uma pena. Fabiana chegou a dizer, com toda a justiça, que nunca mais voltaria à China.

Agora eu pergunto, e se fosse no Brasil? Como será que regiriam as grandes autoridades esportivas se algo desse tipo acontecesse na "república das bananas"? É inadmissível um "organizador" perder um equipamento de um atleta. Inadmissível. Mas como não aconteceu com uma americana, com uma chinesa, com uma britânica, vai ficar por isso mesmo.

Fabiana poderia não ganhar uma medalha. Mas não poderiam lhe tirar o direito de ao menos tentar. Lamentável.

sábado, 16 de agosto de 2008

Os Homens mais rápidos do Mundo

Neste sábado olímpico, duas páginas da história foram escritas nas provas mais rápidas da mesma. A primeira, é uma história nacional. A segunda, mundial.



Sexta-Feira, 23h39, ou, no horário de Pequim, Sábado, 10h39. Neste momento começaria, no Cubo D'água, os 21s30 mas importantes da história da natação Brasileira. Cesar Cielo pulava na piscina para escrever seu nome na história, ganhando, incontestavelmente, a 1ª medalha de Ouro olímpica da história da natação tupiniquim. Ganhou com incríveis 15 centésimos de diferença, uma eternidade, tratando-se de 50m livre, a prova mais rápida da natação. Cielo, como havia dito ontem, era A chance que o Brasil tinha de ganhar o ouro olímpico. E ganhou. Merecido. Incontestável. Incrível. Parabéns ao nosso nadador, pois, ganhar uma medalha de ouro defendendo um país que nada (ou quase nada) faz pelo seus atletas é sensacional.
E um detalhe: por míseros 2 centésimos, não bateu o recorde mundial. Mas bateu o olímpico.



Sábado, 11h30, e começa a prova mais tradicional do atletismo, os 100m. Prova que tinha um favorito, o Jamaicano Usain Bolt. Mas ele não precisava ganhar tão fácil... Ganhou com 20 centésimos de diferença pro segundo colocado (outra eternidade), bateu o recorde mundial, com o tempo de 9s69... Mas o mais incrível foi o final da prova. Após cerca de 75, 80 metros de prova, Bolt olhou pro lado, não viu ninguém e "soltou". Começou a abrir os braços, depois bateu no peito. Com a prova valendo. E, ainda assim, bateu o recorde mundial. quanto ele faria se "levasse a sério"? 9s60? 9s55? Incrível! essa vai ficar pra história.

Parabéns aos dois campeões!

Video da prova do Cielo (pena que não achei com a narração do sportv... a da globo é daquele jeito que a gente sabe... ¬¬):